Vítimas do Comunismo em Cuba: 73.000

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CNS News. Por Michael W. Chapman | 21 de março de 2016 |

O ditador comunista de Cuba, Raúl Castro (esquerda), e o presidente Barack Obama. (AP)

Visto que o presidente Barack Obama está de visita a Cuba, convém recordar que o regime comunista ao sul da Flórida matou cerca de 73.000 mil pessoas desde a ascensão do ditador Fidel Castro ao poder, em 1959, segundo a Fundação para o Memorial das Vítimas do Comunismo, fundada por um ato do Congresso norte-americano em 1993.

A Fundação para o Memorial das Vítimas do Comunismo, que administra o Museu do Comunismo, é uma instituição sem fins lucrativos criada “para instruir esta e futuras gerações sobre a ideologia, história e legado do comunismo”, informa seu site. A organização também está erigindo um monumento “com o intento de homenagear as mais de 100 milhões de vítimas do comunismo” em todo o mundo.

Em Fatos, Números e Estatísticas em sua seção sobre Cuba, o Museu do Comunismo (online) refere que houve 73.000 vítimas do comunismo em Cuba desde 1959.

Num estudo de revisão de Ray Walser, Ph.D., analista político sênior (América Latina) da Heritage Foundation, lê-se: “A imprensa reiteradas vezes retratou Fidel Castro e seus comparsas como jovens idealistas na luta contra uma tirania corrupta e impopular.”

Mas após Fidel Castro tomar o poder em 1959, ele “começou a manipular progressistas e democratas, quebrando alianças e a divisão do poder acordada com o propósito de consolidar o poder pessoal e colocar Cuba no caminho da ditadura comunista”, afirma o estudo.

“Embora Castro prometesse eleições democráticas, jamais houve uma sequer”, diz Walser. “A livre imprensa foi amordaçada; o judiciário independente foi extinto.”

O Departamento de Estado dos Estados Unidos descreve Cuba como “um Estado comunista totalitário, cujo governo atual tomou o poder pela força em 1 de janeiro de 1959.” Há um único partido político permitido em Cuba, o Partido Comunista de Cuba (PCC).

Os ditadores comunistas de Cuba Fidel Castro (esquerda) e seu irmão mais novo, Raúl Castro. (AP)

O Departamento de Estado diz, ainda, que “Cuba é um Estado autoritário que diariamente emprega métodos repressivos contra a dissidência interna, monitorando ameaças detectadas à autoridade e respondendo a elas. Esses métodos podem incluir vigilância pessoal ou eletrônica, bem como detenção e interrogação tanto de cidadãos cubanos quanto de visitantes estrangeiros. As condições dos direitos humanos em Cuba continuam precárias, já que o governo cubano limita as liberdades fundamentais, incluindo as de expressão e associação pacifica.”

Além das 73.000 vítimas do comunismo em Cuba estimadas pelo Museu do Comunismo, o professor de Ciência Política da Universidade do Havaí, R. J. Rummel (falecido em 2/3/2014), especialista em genocídio, forneceu uma estimativa média do número de vítimas entre os anos de 1959 a 1987 como sendo 73.000.

Na extremidade menor, ele estimou 35.000, na extremidade maior, 141.000 vítimas. Rummel fornece uma média porque, ele explica, “mesmo que viéssemos a ter acesso total a todos os arquivos comunistas, ainda assim não seríamos capazes de calcular exatamente quanto os comunistas mataram.”

Segundo O Livro Negro do Comunismo — um dos livros de maior referência sobre as atrocidades comunistas e publicado pela Universidade de Harvard —, imediatamente após tomar o poder, Fidel Castro organizou um amplo aparato de segurança.

Seu irmão mais novo, Raúl Castro, o atual ditador de Cuba, “restabeleceu tribunais militares e, a seguir, os esquadrões de fuzilamento tornaram-se uma arma jurídica.”

O primeiro aparelho de segurança foi chamado Departamento de Segurança do Estado, cujo apelido era “Gestapo Vermelha”, informa O Livro Negro do Comunismo. A Gestapo Vermelha perseguiu os inimigos de Castro e estabeleceu campos de trabalho forçado.

As Unidades Militares de Ajuda à Produção (1964-67) usaram prisioneiros como força de trabalho e também instituíram “campos de concentração” porque qualquer um “era considerado um ‘perigo potencial à sociedade’”, relata O Livro Negro do Comunismo. Um dos campos, El Manbu, “continha mais de 3.000 pessoas na década de 1980.”