Cuba antes de Castro

Tradução nossa. Confira mais na seção Castrolândia


Por Andrew Stuttaford. National Review, 26 de novembro de 2016.

"Constantemente estamos recebendo lições de como a "revolução" de Fidel Castro tornou a vida dos cubanos muito melhor. Bem, aqui estão duas fotos da Rua Neptune em Havana, Cuba, antes e depois da "revolução". Agora diga: quais cubanos tinham uma vida melhor?"

Havia, com certeza, muita coisa errada — muito errada — com a Cuba anterior à revolução de Castro, mas vale a pena ler este excerto de um resumo útil da PBS sobre a situação da ilha antes que Fidel trouxesse a desgraça:

"Às vésperas da revolução de Fidel Castro em 1959, Cuba não era nem o paraíso que mais tarde seria idealizado pelas imaginações nostálgicas dos muitos exilados cubanos, nem o inferno pintado por muitos partidários da revolução, que recordam Cuba como "o bordel do hemisfério ocidental" — uma ilha habitada por um povo depravado e faminto, cuja ocupação principal era atender aos turistas americanos em hotéis de luxo, praias e cassinos de Havana. Ao contrário, Cuba era um dos países mais avançados e bem-sucedidos da América Latina.

A capital cubana, Havana, era uma cidade radiante e dinâmica. No início do século, a economia do país, impulsionada pela venda de açúcar aos Estados Unidos, crescia dinamicamente. Cuba estava na quinta posição do continente em termos de renda per capita, terceira em expectativa de vida, segunda no número per capita de automóveis e telefones, primeira no número de televisores por habitante. A taxa de alfabetização, 76%, era a quarta mais alta da América Latina. Cuba ocupava o 11º lugar no número de médicos per capita. Muitas clínicas e hospitais privados prestavam serviços aos pobres. A distribuição de renda de Cuba era comparável à de outras sociedades latino-americanas. Uma classe média próspera carregava a promessa de prosperidade e ascensão social."

Promessa que Castro viria a destruir.