Fidel Castro afunda o rebocador “13 de Marzo” matando mulheres e crianças cubanas

Tradução nossa. Confira mais na seção Castrolândia



Por Babalú Blog.


41 vítimas do massacre do rebocador “13 de Marzo”. Imagem: Translating Cuba.


Fidel Castro é elogiado e admirado por muitos que não conhecem a verdade sobre sua ditadura de mais de 50 anos em Cuba. Um dos crimes mais condenáveis cometidos por seu regime foi o afundamento de um rebocador que carregava 72 fugitivos em potencial do gulag tropical que é Cuba.

Em 1994, Cuba estava no auge do “período especial”. Este foi o eufemismo de Fidel Castro para a austeridade resultante da queda da União Soviética, a qual vinha subsidiando Cuba desde o início dos anos 1960. A comida era escassa, os tempos eram extremamente difíceis e os cubanos estavam desesperados para fugir da ditadura lançando-se ao mar em qualquer coisa que flutuasse. Aqui está um relato em primeira pessoa de como era a vida:
A queda da União Soviética, nosso principal consumidor de açúcar, levou a uma crise econômica em Cuba. Doze ou mais horas de cortes diários de energia flagelavam os bairros sem piedade. Armazenar água tornou-se um pesadelo para quem não possuía reservatórios suficientes. Em algumas mesas de jantar, os bifes viraram bifes de toranja; os sabonetes às vezes substituíam a pasta de dentes... 
Algo tinha que mudar. Com efeito, alguns cubanos optavam por construir jangadas e arriscar suas vidas no Estreito da Flórida para chegar a solo norte-americano.
Numa manhã de julho de 1994, um grupo de 72 cubanos embarcou num rebocador de propriedade do governo (chamado 13 de Marzo) com a intenção de navegar rumo à liberdade. Em poucos minutos, a embarcação foi atacada por outros rebocadores do governo. 41 cubanos foram mortos no incidente, 10 dos quais eram crianças.

Uma denúncia do incidente foi apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que é um “órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), cuja missão é promover e proteger os direitos humanos no continente americano”. Afirma o relatório:
12. Em 13 de julho de 1994, às 3:00 a.m., aproximadamente, 72 cidadãos cubanos que tentavam deixar a ilha em direção aos Estados Unidos lançaram-se ao mar num velho rebocador chamado “13 de Marzo”. A embarcação usada para a fuga pertencia à Empresa de Serviços Marítimos do Ministério do Transporte. 
13. De acordo com testemunhas presenciais que sobreviveram ao naufrágio, logo depois que o rebocador “13 de Marzo” partiu do porto cubano, dois barcos da mesma empresa começaram a persegui-lo. Em cerca de 45 minutos de viagem, quando o rebocador se encontrava a 10 quilômetros das costas cubanas — num local conhecido como “La Poceta” —, dois outros barcos pertencentes à empresa mencionada, equipados com tanques e mangueiras de água, apareceram e atacaram o velho rebocador. “Polargo 2”, uma das embarcações pertencentes à empresa estatal cubana, bloqueou o velho rebocador “13 de Marzo” pela frente, enquanto a outra, “Polargo 5”, atacou pela traseira, partindo-lhe a popa. As outras duas embarcações estatais se posicionaram dos dois lados, lançando água a pressão em todas as pessoas no convés com as mangueiras que possuíam. 
14. As súplicas das mulheres e crianças a bordo do rebocador “13 de Marzo” não puderam parar o ataque. O rebocador afundou, com um saldo de 41 pessoas mortas. Muitas pessoas pereceram no naufrágio porque os jatos de água que eram lançados em todos no convés as forçaram a buscar refúgio na sala de controle. Os sobreviventes também afirmam que os tripulantes dos quatro barcos estatais cubanos estavam vestidos como civis e que não prestaram auxílio quando estavam afundando. 
15. Mais tarde, chegaram lanchas da Guarda Costeira de Cuba e resgataram 31 sobreviventes. Depois de resgatados, eles foram levados ao posto da Guarda Costeira cubana de Jaimanitas, localizado a oeste de Havana. De lá, foram levados ao Centro de Detenção de Villa Marista, que também funciona como Quartel-general da Segurança do Estado. As mulheres e crianças foram liberadas e os homens permaneceram detidos.
Em suas conclusões, a Comissão determinou que:
O Estado cubano é responsável por violar o direito à vida — Artigo 1 da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem — das 41 pessoas que naufragaram e pereceram como consequência do afundamento do rebocador “13 de Marzo”, cujos eventos ocorreram a dez quilômetros de distância das costas cubanas em 13 de julho de 1994. 
O Estado cubano é responsável por violar a integridade pessoal — Artigo 1 da Declaração Americana — das 31 pessoas que sobreviveram ao naufrágio do rebocador “13 de Marzo”, como consequência do trauma emocional que causou. 
O Estado cubano é responsável por violar o direito à livre circulação e o direito à justiça das 72 pessoas que tentavam fugir de Cuba, direitos consagrados nos artigos VIII e XVIII da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.
O horror dessa tragédia não pode ser devidamente expresso por escrito. Aqui está um vídeo com uma montagem de fotos das vítimas:


Aqui está um vídeo sobre o massacre que apresenta os testemunhos dos sobreviventes (lamentamos pela qualidade):


Testemunhos dos sobreviventes da tragédia causada por Castro também podem ser lidos no site da UNHCR, a Agência da ONU para Refugiados.

Aqui está o relatório da Anistia Internacional sobre o massacre.

3. Fidel Castro abate aeronave civil norte-americana matando 4 pessoas, entre elas 3 cidadãos norte-americanos (Em breve)
4. Presos políticos cubanos (Em breve)
5. Campos de trabalhos forçados: as UMAPs (Em breve)