Venezuela: “Lilian, estão me torturando!”, o comovente grito de Leopoldo López na prisão

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La Nacion, 23 de junho de 2017.

O vídeo foi divulgado nas redes sociais por Lilian Tintori, a esposa do líder opositor ao regime de Nicolás Maduro

Foto: Arquivo.

O opositor venezuelano Leopoldo López gritou “estão me torturando!” de dentro do presídio militar de Ramo Verde, onde se encontra detido desde 2014, de acordo com um vídeo divulgado nas redes sociais por sua esposa, Lilian Tintori.

“Lilian, estão me torturando! Denunciem! Denunciem! Lilian, denuncie”, gritou López a Tintori, como é possível ouvir no vídeo de 26 segundos que foi gravado nas proximidades da prisão, localizada nos arredores de Caracas.

“Leopoldo grita de Ramo Verde. Denuncio que estão torturando Leopoldo”, disse Tintori na descrição do vídeo, sem mais detalhes, por isso não se sabe quando foi gravado.

Mais cedo, a esposa do político venezuelano denunciou que seu marido está há 78 dias sem acesso a seus advogados e atribuiu a culpa por essa situação ao presidente do país, Nicolás Maduro.

“78 dias se passaram sem Leopoldo receber a visita de seus advogados. Visita, telefonema ou qualquer outra coisa. Leopoldo está incomunicável”, declarou Tintori numa coletiva de imprensa em Caracas.


A mulher de López acrescentou: “Denunciamos que essa ordem foi dada na televisão por Diosdado Cabello”, referindo-se ao primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

“É ilegal, é uma violação dos seus direitos”, afirmou Tintori, que disse estar sem poder visitar seu marido há 19 dias e anunciou uma nova ida hoje ao presídio de Ramo Verde, para tentar obter acesso à prisão e ver seu marido.

Tintori apelou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para que intervenha no caso de López e denunciou que o representante venezuelano na organização impediu sua tentativa de apresentar argumentos perante a comissão.

López foi condenado em setembro de 2015 a quase 14 anos de prisão como responsável pelos conflitos ocorridos ao final de uma manifestação contra o governo em 2014, em que três pessoas morreram.

O político de 46 anos foi declarado “preso de consciência” pela Anistia Internacional (AI).

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